Dívidas de R$ 7 bilhões levam Grupo Bertin a pedir recuperação judicial

 

Diante da crise econômica em que nos encontramos, nem todas as empresas conseguiram resistir bem, não sendo raros os casos de falência ou de um grande número de demissões. Um exemplo que podemos citar é do Grupo Heber, conhecido anteriormente como Grupo Bertin, que, recentemente, por conta de sua crise financeira, teve de entrar, na Justiça do Estado de São Paulo, com um pedido de recuperação judicial.

E quando falamos “crise”, não estamos nem de longe exagerando, já que é de aproximadamente R$ 7 bilhões a dívida que, na recuperação, deverá ser negociada.

Especificando melhor o pedido em questão, feito à Justiça paulistana, de início já podemos destacar que o mesmo envolve, ao todo, nove empresas, sendo elas: Heber Participações S.A.; Infra Bertin Empreendimentos S.A.; Compacto Participações S.A.; Comapi Agropecuária S.A.; Doreta Emprendimentos e Participações S.A.; Cibe Participações e Empreendimentos S.A.; Contern Construções e Comércio Ltda; Águas de Itú Gestão Empresarial S.A.; e Concessionária SP Mar S.A.

E pontuada a grandiosidade do Grupo Bertin, vale a pena destacar, a partir disso, que o seu início se deu apenas no setor de carnes, e que só mais para frente que, ao crescer e buscar mais e mais crescimento, resolveu-se participar de outros setores, a exemplo do setor de construção e infraestrutura, tão distante de seu propósito original. E, para se ter uma ideia de como o nome ‘Bertin’ está difundido em vários segmentos da sociedade, podemos lembrar da SPMar, que é uma das subsidiárias do referido grupo, e atual responsável pela administração de um trecho do Rodoanel Mario Covas, situado em São Paulo.

Todavia, ainda que a grandiosidade seja por conta da expansão do negócio para outras áreas, e que o negócio original tenha sido o das carnes, hoje em dia, eles já não mais controlam o frigorífico. Não muito surpreendentemente, o mesmo foi vendido à atual líder do mercado de proteína animal no mundo, JBS, ainda no ano de 2009. E é importante destacar ainda, que foi após essa aquisição em específico, que a JBS passou à referida posição de liderança mundial.

Já voltando à questão da crise em si, pela qual passa o grupo aqui tratado, a explicação para que tenha ocorrido, dada pelo próprio, inclusive, é de que, frente ao agravamento da crise econômica pela qual o Brasil vem passando desde 2014, o àquela época ‘Grupo Heber’, começou a ter dificuldades financeiras, como, por exemplo, na construção do trecho Leste do Rodoanel. Nesse caso, a empresa diz ter feito “pesados investimentos”, quando necessitou de obras que, no projeto licitado, não estavam lá constando. E também salientam, quanto aos trechos da referida rodovia que são por eles administrados, que esses terminaram, em contrariedade ao que estava previsto no contrato, por terem menos praças de pedágio, assim gerando um prejuízo em suas receitas, e assim com os custos aumentando.

 

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