Modelo de comércio chinês é motivo de preocupação para a economia norte-americana

De acordo com uma reportagem veiculada pelo site da Revista Exame, cujas informações são da Dow Jones, a China representa um grande desafio em se tratando do modo como o comércio mundial tem se desenvolvido. A afirmação de que o país é uma ameaça econômica partiu de Robert Lighthizer, representante comercial norte-americano. Segundo ele, a nação chinesa configura um sistema econômico mais complexo que o praticado em épocas passadas.
Para uma platéia composta por interessados em discutir sobre assuntos do âmbito econômico, presente no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionias, Lighthizer disse que a China esforça-se bastante para que sua economia se desenvolva, mas ressaltou que isso ocorre de maneira pouco saudável, uma vez que acaba por distorcer alguns mercados ao redor do mundo.
Preocupado com a hipótese de que o mercado americano não seja devidamente atendido, Lighthizer, quando surgiu publicamente sem que estivesse nas dependências do Capitólio, fez questão de se apronfudar no assunto, de modo que mostrou igual preocupação pelos agricultores dos Estados Unidos. A cidade de Pequin, contudo, foi o grande foco de suas explanações.
Sem mencionar o tratado de Livre Comércio da América do Norte, onde há também a presença do Canadá e do México, Lighthizer ressaltou que no ano de 2016 os Estados Unidos realizaram menos exportações do que importações, desequilibrando sua balança comercial. Dessa forma, estima-se que a China tenha exportado para lá 347 bilhões de dólares em mercadorias.
Em relação ao Nafta, Lighthizer mostrou-se inconclusivo no que diz respeito ao desempenho comercial alcançado junto ao bloco. Quando questionado sobre as relações comerciais estabelecidas com o Reino Unido, entretanto, ele demonstrou confiança no sucesso das transações realizadas.
Alegando diálogos prolongados com a China, Lighthizer esclareceu que os Estados Unidos, embora estejam investigando a forma peculiar como o comércio do país parceiro funciona, não aplicaram ainda qualquer tipo de sanção em se tratando da comercialização de bens entre as duas nações.
Para o presidente Trump, conforme destaca Lighthizer, faz-se necessária aplicação de alguns tributos a fim de que os parceiros comerciais sintam-se mais pressionados a aceitarem pontos específicos que os EUA traçaram. Segundo a reportagem, o intuito das barreiras tributárias é dar um tratamento mais adequado aos trabalhadores e fazendeiros norte-americanos.

Saiba mais:
http://exame.abril.com.br/economia/eua-dizem-que-china-representa-ameaca-para-comercio-mundial/

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