Uma pequena retrospectiva da economia do Brasil até a crise mundial de 2008

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O Brasil é a maior economia da América do Sul e a oitava maior do mundo até o ano de 2015. Em 2015, produziu US$ 3.166 trilhões em bens e serviços, conforme medido pela paridade do poder de compra. No entanto, sua taxa de crescimento desacelerou de 7,5% em 2010 para -3,0% em 2015. O Brasil também tem estagnação, com inflação em 10,6%. O que aconteceu?

Em 2011, o governo aumentou o gasto público, elevou o salário mínimo e forçou os bancos estatais a emprestar mais. Ao mesmo tempo, o Banco Central baixou a taxa de desconto de 11,5% para 7,25%. Isso desencadeou a inflação, que o governo agravou ao reduzir os impostos sobre vendas e ao baixar os preços nas tarifas de alimentos, gasolina e ônibus.

Os controles de preços prejudicam os lucros da Petrobras, empresa estatal de petróleo, e competiram injustamente contra a produção de etanol anteriormente no Brasil. Os líderes empresariais reduziram o investimento em face dessa intervenção governamental. Isso só foi agravado por problemas nos leilões governamentais de projetos rodoviários e ferroviários e outras intervenções nas indústrias elétrica e bancária.

Graças a esta política fiscal e monetária expansiva, a inflação superou os salários recém-levantados. Como resultado, os consumidores reduziram seus gastos. Para reduzir a inflação, o Banco Central elevou as taxas de juros em 2012, de 7,5% para 8%. Este é o mesmo tipo de política monetária stop-go (termo em inglês) combinada com controles de preços salariais que causaram a estagnação dos EUA na década de 1970.

Como o governo fortaleceu a economia do Brasil na crise de 2008?

O governo aplicou uma disciplina econômica que o ajudou a resistir à crise financeira de 2008. Em 2007, o crescimento econômico do Brasil foi de 5,4%, a inflação caiu para 3,6% e o superávit da balança corrente aumentou para US $ 3,6 trilhões. Como resultado, os brasileiros tiveram mais renda para gastar internamente. Por estes motivos, muitos investidores concordaram que o Brasil era o mais forte das cinco economias de mercado emergentes BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

Em um movimento altamente incomum para um país latino-americano, o Brasil pagou sua dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) um ano antes do tempo. O pagamento final do Brasil de US$ 15,46 bilhões foi realizado em dezembro de 2005. Os fundos vieram das reservas monetárias brasileiras de US$ 66,7 bilhões, sendo um dos fatores para não se afogar na crise de 2008.

 

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