CNC revelou que o número de famílias endividadas subiu para 58,4% em setembro

De acordo com os novos dados informados pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, houve um aumento de 58% para 58,4% no número total de famílias que se declararam como endividadas entre o período de agosto a setembro deste ano. Os dados foram levantados através da Peic – Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. No mês de setembro do ano passado, o número registrado era de 58,2% de famílias em situação de inadimplência.

Outro dado levantado pela pesquisa foi de que a proporção de famílias que estão com dívidas ou com contas pendentes de pagamento teve um aumento significativo no mês de setembro. Comparado ao mês de agosto, o nono mês do ano registrou um aumento que foi de 24,5% para 25% no total de famílias nesta situação. Segundo a CNC, esses números são os maiores registrados no Brasil desde o mês de maio em 2010. Comparado ao mesmo mês em 2016, o dado também sofreu um aumento de 0,4 ponto percentual.

Já em relação a quantidade de famílias que alegaram não ter condições para quitar as dívidas ou pagar as contas do mês, declarando que continuariam inadimplentes, também aumentou na comparação de agosto com setembro deste ano e com o mês de setembro do ano passado. Em agosto deste ano o número foi de 10,1% e passou a ser 10,3% em setembro, sendo o maior percentual registrado desde janeiro em 2010. Já em relação ao mês de setembro de 2016, o dado teve um aumento de 9,6%.

A economista da CNC, Marianne Hanson, disse em um comunicado sobre os novos dados levantados pelo Peic: “Mesmo com o nível de endividamento ainda moderado, abaixo da média histórica, os indicadores de inadimplência da pesquisa permanecem elevados. A taxa de desemprego bastante alta ajuda a explicar a maior dificuldade das famílias em pagar suas contas em dia e o maior pessimismo em relação à capacidade de pagamento”.

Para a realização da Peic foram ouvidos 18 mil consumidores brasileiros por meio de entrevistas em todo o país em relação a atual situação financeira de suas famílias e a economia do país.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *