Informalidade faz crescer o número de ocupações no país, aponta PNAD-C

No fechamento do terceiro trimestre de 2017, pode ser observado um aumento de 2,9% referente ao número de empregados domésticos, com 177 mil novas vagas de emprego a mais, em comparação com o segundo trimestre deste ano. Sendo essa uma das principais influências que levaram a uma redução no número de desocupação, caindo de 12,8% para 12,2% no terceiro trimestre deste ano, assim aponta os dados da PNAD-C – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo IBGE – Institutuo Brasileiro de Geografia e Estatística – no dia 30 de novembro deste ano.

Segundo o responsável pela pesquisa, o coordenador e gerente da PNAD-C, Cimar Azeredo, o trabalho informal teve muito peso para a geração destes novos postos de trabalho gerados em todo o país. Foram 869 mil ocupações a mais ocorridas no terceiro trimestre deste ano em comparação com o segundo trimestre, sendo que 326 mil trabalhadores seguem trabalhando por conta própria, 254 mil fazem parte do setor privado, porém sem registro em carteira, e 177 mil prestam serviços domésticos.

“Quando o trabalho doméstico sobe pela formalização é positivo. No entanto, na conjuntura atual, as pessoas estão buscando trabalho doméstico, na maioria das vezes sem carteira, por falta de espaço na economia formal”, afirmou Azeredo.

Os grupos de atividades de informação, comunicação, atividades imobiliárias, atividades financeiras, profissionais e de ordem administrativas, representaram uma alta significativa de 3,2%, equivalente a 311 mil novas vagas geradas. Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, cresceram 1,2%, gerando 208 mil novas vagas, seguidos pela construção, que possibilitou o surgimento de 169 mil novas vagas um crescimento de 2,5%.

Quando é comparado com o mesmo trimestre de 2016, o terceiro trimestre deste ano teve um bom retrospecto principalmente com o setores de alojamento e alimentação, que criou 500 mil novos postos de trabalho. A taxa de desocupação ainda é maior do que no ano passado, aponta Azeredo.

“Embora os resultados do trimestre mostrem aumento da ocupação e redução na fila da desocupação, os números são desfavoráveis em relação ao ano passado”, explicou Azeredo.

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