Agência de segurança sanitária da França pede fim das cabines de bronzeamento

A Anses (Agência Nacional de Segurança Sanitária) da França pediu para os poderes públicos do país para que adotem medidas que cessem a exposição de pessoas aos raios UVA artificiais observados dentro de cabines de bronzeamento artificial. De acordo com a agência, o risco de desenvolver câncer é o principal motivo para que esse tipo de procedimento seja banido no país.

Durante o pedido, o diretor da agência, Olivier Merckel, revelou sobre o assunto: “Pedimos a suspensão de atividades que utilizem o bronzeamento artificial ou a venda de produtos que oferecem exposição aos raios UVA artificiais com a finalidade estética”. De acordo com Merckel, essa ação tem como objetivo aumentar a prevenção contra o câncer no país, e assim reduzir futuros casos da doença.

“É hora de agir contra esse problema. As notícias científicas sobre o assunto mostram dados e provas sólidas de que há um risco significativo do desenvolvimento de câncer quando as pessoas são expostas aos raios UVA artificiais”, disse Olivier Merckel.

Esse não é o primeiro pedido realizado por instituições no país. Desde 2015 um conjunto de dermatologistas, senadores franceses e a própria Academia Nacional de Medicina pedem a proibição do uso de cabines de bronzeamento artificial. No entanto, o governo do país tem ignorado esses pedidos, adotando apenas medidas mais rigorosas para regulamentar esse tipo de procedimento. Dentre as medidas, o governo francês instituiu em 2013 que menores de 18 anos não podem realizar o procedimento estético.

De acordo com a “Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer”, os raios UVA utilizados nas cabines de bronzeamento representam um grande risco para a saúde. Em 2009, a agência classificou todos os dispositivos que utilizam esse tipo de radiação como agentes cancerígenos.

A Anses ainda destacou que não há nenhum nível seguro para a utilização desse procedimento estético. “Não há doses seguras ou limite de exposição a radiação que possa proteger os usuários das cabines de bronzeamento”, revelou a agência. “Os dados apontam que pessoas com mais de 35 anos aumentam em 59% o risco de desenvolver um melanoma somente por utilizar uma única vez a cabine de bronzeamento. Nós calculamos que 43% dos jovens com menos de 30 anos que possuem melanoma na França estão relacionados a exposição aos raios UVA artificiais”, enfatizou a Anses.

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