Fim do programa Mais Médicos eleva fila nas unidades básicas de saúde do país

Diversas cidades brasileiras sentiram os reflexos causados pela descontinuação do programa Mais Médicos. Com a retirada dos médicos cubanos que atendiam em várias cidades do país, os atendimentos médicos ficarão ainda mais precários. Na maioria dos postos de atendimento há diversas filas por causa da redução de médicos, enquanto que em outros postos de saúde o atendimento foi totalmente bloqueado pela falta de médicos.

Essa falta de médicos atingiu principalmente as cidades de São Paulo, Matão (SP), Itapecerica da Serra, Novo Hamburgo (RS), Ponta Grossa (PR), São Miguel Arcanjo (SP), Cruzeiro do Sul (AC), Gravataí (RS), Campinas (SP), São Leopoldo (RS) e Uberaba (MG). Nestas cidades, há unidades de saúde sem nenhum médico para prestar atendimento básico à população.

Na cidade de Matão, em São Paulo, a USF que atende no bairro Cadioli possuía ao todo apenas três médicos, sendo todos eles cubanos. Com a nova medida que acabou com o programa Mais Médicos, esse mesmo posto ficou com as salas vazias sem poder prestar nenhum tipo de atendimento.

Além de Matão, cidades no Paraná e no Rio Grande do Sul também foram fortemente afetadas pelo fim do programa Mais Médicos. Nessas regiões, os médicos cubanos que atendiam nos postos de saúde receberam uma espécie de comunicado do próprio governo cubano relatando o cancelamento do programa.

Até o momento, o fim do programa Mais Médicos segue com o cancelamento do atendimento oferecido pelos médicos cubanos. Embora o governo cubano tenha anunciado o fim do programa ainda em 14 de novembro deste ano, não havia nenhuma data para que os médicos cubanos cancelassem o atendimento prestado aos postos de saúde do Brasil. Mas de acordo com a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), a previsão é de que os médicos cubanos retornem para Cuba até o dia 12 de dezembro ainda deste ano.

Nas notícias divulgadas sobre o fim do programa Mais Médicos, o governo cubano informou ao Brasil que as “referências diretas, ameaçadoras e depreciativas” realizadas pelo presidente Jair Bolsonaro foram uma das razões para a descontinuação do programa. Com este comunicado, o governo cubano se mostrou preocupado com o rumo que o Brasil tomará a partir dos próximos anos.

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