Empresas de sustentabilidade oferecem mais segurança em investimentos na Bolsa

A procura por investimentos mais rentáveis é uma realidade para muitos brasileiros que estão cansados do baixo rendimento da renda fixa atualmente. É por isso que todos os anos um número grande de pessoas dá seus primeiros passos na Bolsa de Valores, mas logo acabam saindo por não entender os mecanismos desse investimento tão variável.

O impasse que muitos iniciantes sofrem com investimentos na Bolsa já tem até nome próprio, é chamado de “stock picking” por especialistas no assunto. Mesmo entre aqueles mais experientes há uma grande dificuldade em entender o mercado e escolher as ações que farão o investidor se tornar milionário. Por isso, muitas pessoas comparam o investimento na Bolsa de Valores com aqueles jogos difíceis onde encalhamos na primeira fase.

Partindo deste raciocínio, grandes investidores criaram uma teoria sobre os negócios em oferta na Bolsa. A teoria diz que os abraçadores de árvores são os que proporcionam melhor desempenho na compra e venda de ações. Por abraçadores de árvores, os investidores querem dizer aquelas empresas que atuam com respeito à natureza, promovendo limpeza de rios, sustentabilidade, compostagem de lixo orgânico, entre outras ações deste tipo. Para as empresas que possuem essa preocupação os números apontam que esses são os negócios com maior valorização.

A B3 criou em 2005 um índice que mostra exatamente como as empresas que atuam na economia sustentável estão se desenvolvendo. O índice foi chamado de ISE e compõe atualmente um total de 28 ações. Considerando os últimos 13 anos, o índice apontou que as empresas de economia sustentável tiveram um rendimento de 213%. Já as demais ações da Bolsa, que contam com grandes nomes no Brasil renderam 201% neste mesmo período. Embora a diferença entre os dois tipos de ofertas seja pouca, a B3 informou que os investidores que apostaram nas empresas do ISE sofreram menos.

De acordo com as notícias divulgadas pela B3, durante a crise econômica as ações das empresas de sustentabilidade não tiveram grande variação negativa, enquanto que as demais ofertas da Bolsa sofreram mais com o período ruim da economia do país. Durante o período de janeiro de 2010 até maio de 2015 o Ibovespa apresentou uma queda de 26%. Enquanto isso, no mesmo período o ISE mostrou crescimento de 35%.

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