EUA ajuda muito mais os seus pequenos negócios do que o Brasil

Em meio à pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o auxílio do governo aos pequenos e médios negócios é sete vezes maior nos Estados Unidos (EUA) do que no Brasil, pontuou uma reportagem do portal de notícias Uol, publicada ainda no dia 20 de abril.

De acordo com a matéria, os programas de suporte destinados às pequenas e médias empresas durante a pandemia representam 4,43% do Produto Interno Bruto (PIB) nos EUA — enquanto isso, as medidas brasileiras significam apenas 0,62% do PIB do País. A modalidade de trabalho é a maior empregadora da economia, e é a mais vulnerável em momentos como esse, de crise, salientou o texto.

No que se refere ao governo americano, ele anunciou dois programas de suporte aos pequenos empreendedores: o Main Street Lending Program (Main Street) e o Paycheck Protection Program (PPP).

“O primeiro está injetando, via novos empréstimos ou ampliação de empréstimos existentes, US$ 600 bilhões para empresas de pequeno e médio porte. O segundo já disponibilizou US$ 349 bilhões em empréstimos perdoáveis para micro e pequenas empresas manterem em dia a folha de pagamentos”, explicou a Uol.  Trata-se de um socorro de US$ 949 bilhões — ou seja, os 4,43% do PIB americano do ano passado.

Já em termos de Brasil, também foram dois os pacotes de ajuda para os pequenos negócios lançados pelo governo federal até o dia 20 de abril:

“Em março, a expansão em R$ 5 bilhões dos recursos destinados à linha de financiamento BNDES Crédito Pequenas Empresas, com o respectivo aumento do limite financiável para R$ 70 milhões. Em abril, iniciou-se o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese), um crédito emergencial de R$ 40 bilhões para financiar dois meses de folha de pagamentos de pequenas e médias empresas”, pontuou o portal de notícias.

Entretanto, essa assistência prestada pelo governo brasileiro significa um desembolso de apenas R$ 46 bilhões — 0,62% do PIB do Brasil.

Ainda segundo a matéria publicada pela Uol em abril, além dos valores, existem ainda outras diferenças de formatação entre os auxílios pensados pelo Brasil e aqueles planejados pelos EUA. A tabela comparativa que mostra isso pode ser conferida diretamente na publicação da Uol.

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