Indústria automobilística sente o impacto da pandemia no novo coronavírus

De acordo com informações divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo (Estadão) no último dia 6 de junho, a produção da indústria automobilística no Brasil registrou, no mês de maio, um volume 84,4% menor do que aquele registrado no mesmo mês de 2019. Ou seja, foram feitos, em maio de 2020, apenas 43,1 mil veículos, que é o pior resultado para o período em 35 anos. Os impactos negativos do setor são mais uma consequência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

Em abril, no entanto, o desempenho dos negócios automobilísticos foram infinitamente piores — somente 1,8 mil unidades foram produzidas. Isso porque praticamente todas as linhas estavam paradas por conta da crise mundial de saúde.

Já no que se refere ao acumulado do ano, “foram fabricados 630,8 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, 600 mil a menos em relação a igual intervalo de 2019”, pontuou o Estadão.

Ainda, considerando as projeções de retração da economia brasileira em 2020, que pode chegar a um percentual de 7%, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) estima que as vendas fiquem em 1,67 milhão de veículos neste ano. Isso significa uma redução de 40% em relação a 2019.

Vale salientar que, no início de 2020 — em janeiro — a expectativa da Anfavea era de que as vendas do ano crescessem 9,4% e, desta forma, fossem para três milhões de unidades comercializadas. “Vamos vender quase 1,4 milhão de veículos a menos do que prevíamos e voltaremos ao ano de 2004”, acentuou o presidente da Associação, Luiz Carlos Moraes.

Propriamente em termos de venda, a reportagem do Estadão destacou que, entre os meses de janeiro e maio, foram comercializados 676 mil veículos, o que significa uma redução de 37,7% da vazão na comparação com o mesmo período do ano passado. O texto publicado em 6 de junho também enfatizou que as “fábricas e revendas ainda têm 200 mil carros em estoque, suficientes para três meses de vendas”.

Por conta de toda essa ociosidade das fábricas e montadoras de veículos, Moraes não descarta que aconteçam demissões nos negócios do setor automobilístico. “Hoje a maioria das montadoras têm acordos de manutenção de vagas com base na MP 936 (que estabelece redução de jornada e salários) até julho e, em alguns casos, até dezembro. A partir daí, segundo o executivo, vai depender da demanda do mercado”, salientou O Estado de S. Paulo.

“As montadoras de veículos e máquinas agrícolas empregam atualmente 125,1 mil trabalhadores, 600 a menos que em março, quando começou a pandemia. Em um ano, porém, ocorreram 4,9 mil demissões”, completou o jornal.

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